Só não se perca ao entrar, no meu infinito particular. Em alguns instantes, sou pequenina e também gigante ♭♪
terça-feira, janeiro 31, 2012
segunda-feira, janeiro 30, 2012
Explicação
O pensamento é triste; o amor, insuficiente;
e eu quero sempre mais do que vem nos milagres.
Deixo que a terra me sustente:
guardo o resto para mais tarde.
Deus não fala comigo - e eu sei que me conhece.
A antigos ventos dei as lágrimas que tinha.
A estrela sobe, a estrela desce...
- espero a minha própria vinda.
(Navego pela memória
sem margens.
Alguém conta a minha história
E alguém mata os personagens.)
Borboletas
Em meio a cobras de emoções,
Lindas asas observo,
Borboletas reparo!
Mas não voam como eu quero!
Não voa como o vento.
É finita, lenta.
E quinze já eu tenho!
Só a vejo, borboleta.
Que vai e volta,
Das outras se solta
Numa grande imensidão.
Do grande Deus presente,
Borboletas inocentes,
Que nem tão inocentes são...
Caroline Ferreira
terça-feira, janeiro 17, 2012
Canção Excêntrica
Ando à procura de espaço
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
protejo-me num abraço
e gero uma despedida.
Se volto sobre meu passo,
é distância perdida.
Meu coração, coisa de aço,
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
- saudosa do que não faço,
- do que faço, arrependida.
Cecília Meireles
sábado, janeiro 07, 2012
Chega do nada, deixando saudade
Chega do nada, deixando saudade
Arruma briga, prende a atenção
não me dá o sorriso
Mas me dá coragem
Faz bater mais meu coração!
Sinto seus olhares,
mesmo que superficiais
Envolvendo-me a milhares
De sensaçõs novas
E especiais.
Faz meu português
Virar língua estrangeira
Me faz o querer de vez
Ser sua linda,
Sua estrela.
Me faz querer ser mais eu contigo!
Caroline Ferreira
Arruma briga, prende a atenção
não me dá o sorriso
Mas me dá coragem
Faz bater mais meu coração!
Sinto seus olhares,
mesmo que superficiais
Envolvendo-me a milhares
De sensaçõs novas
E especiais.
Faz meu português
Virar língua estrangeira
Me faz o querer de vez
Ser sua linda,
Sua estrela.
Me faz querer ser mais eu contigo!
Caroline Ferreira
você teria ido sem mim
você teria ido sem mim
mesmo que eu não me atrasasse
você teria dito tudo aquilo
mesmo que eu não te ofendesse
você teria me deixado
mesmo que eu não propusesse
você faz tudo o que quer
mas sou eu que deixo tudo preparado.
Martha Medeiros
Poesia Reunida
mesmo que eu não me atrasasse
você teria dito tudo aquilo
mesmo que eu não te ofendesse
você teria me deixado
mesmo que eu não propusesse
você faz tudo o que quer
mas sou eu que deixo tudo preparado.
Martha Medeiros
Poesia Reunida
(...)Eu fui amante inconstante
Que se traiu a si mesmo.
Não sinto o espaço que encerro
Nem as linhas que protejo:
Se me olho a um espelho, erro -
Não me acho no que projeto.
Regresso dentro de mim
Mas nada me fala, nada!
Tenho a alma amortalhada,
Sequinha, dentro de mim."
sexta-feira, janeiro 06, 2012
Do livro 'Esse amor de todos nós
"Oh, eu o amei demais para não lhe ter ódio."
- Jean Racine
(1639-1980)
Aos 66 anos, você sabe tudo sobre o amor e o amor não é paixão. A paixão é exigente, ciumenta e tem altos e baixos. O amor é constante,"
- Jeane Moreau, em Sixty Minutes, talk-show da CBS.
No amor há duas coisas - corpos e palavras."
- Joyce Carol Oates
(1939)
Apaixonar-se é criar uma religião cujo deus é falível."
- Jorge Luis Borges. Também atribuído a Paul Valéry.
Tínhamos muito em comum, eu o amava e ele se amava."
- Shelley Winters - Bittersweet, de Susan Stranberg, 1980.
Do livro 'Esse amor de todos nós
- Jean Racine
(1639-1980)
Aos 66 anos, você sabe tudo sobre o amor e o amor não é paixão. A paixão é exigente, ciumenta e tem altos e baixos. O amor é constante,"
- Jeane Moreau, em Sixty Minutes, talk-show da CBS.
No amor há duas coisas - corpos e palavras."
- Joyce Carol Oates
(1939)
Apaixonar-se é criar uma religião cujo deus é falível."
- Jorge Luis Borges. Também atribuído a Paul Valéry.
Tínhamos muito em comum, eu o amava e ele se amava."
- Shelley Winters - Bittersweet, de Susan Stranberg, 1980.
Do livro 'Esse amor de todos nós
"Eu detesto me apaixonar. Quando me apaixono, o pior de mim vem à tona."
Ney Matogrosso, Jornal do Brasil,
Caderno B, março, 1995.
Essa é uma das frases, que compõe o livro "Esse amor de todos nós" de Marina Colasanti.
'Um livro plural. De muitas vozes. Vozes de artistas e de teóricos, vozes anônimas da tradição popular, vozes de culturas distintas se juntam aqui num vasto coral que não apenas canta o amor, como o desenha (...)
Ney Matogrosso, Jornal do Brasil,
Caderno B, março, 1995.
Essa é uma das frases, que compõe o livro "Esse amor de todos nós" de Marina Colasanti.
'Um livro plural. De muitas vozes. Vozes de artistas e de teóricos, vozes anônimas da tradição popular, vozes de culturas distintas se juntam aqui num vasto coral que não apenas canta o amor, como o desenha (...)
Assinar:
Comentários (Atom)
