Só não se perca ao entrar, no meu infinito particular. Em alguns instantes, sou pequenina e também gigante ♭♪
segunda-feira, abril 30, 2012
Delicadeza e doçura
"Delicadeza e doçura
Não fazem muito sucesso
Nem alegrias de bolso
E nem amor que deu certo..."
"Se você é um introvertido
"Se você é um introvertido, também sabe que o preconceito contra os quietos pode provocar uma profunda dor psicológica. Quando criança, pode ter ouvido seus pais se desculparem pela sua timidez. ("Por que você não pode ser mais parecido com os meninos Kennedy?", repetiam constantemente os pais de um homem que entrevistei.) Ou na escola você pode ter sido estimulado a "sair da sua concha" --expressão nociva que não valoriza o fato de que alguns animais naturalmente carregam seu abrigo aonde quer que vão, assim como alguns humanos.
Somos segregados, o mundo é dos extrovertidos. Quanto a nós, os introvertidos natos, tentamos buscar um lugar ideal, ou nos adaptarmos a este mundo (extrovertido) que tenta nos excluir todos os dias... Paciência, paciência.
"Ainda ouço todos os comentários da minha infância em minha cabeça, dizendo que eu era preguiçoso, burro, lento, chato", escreveu um membro de uma lista de e-mail chamada Refúgio dos Introvertidos. "Quando eu tive idade suficiente para entender que eu simplesmente era introvertido, a suposição de que algo estava inerentemente errado comigo já era parte do meu ser. Queria encontrar esse vestígio de dúvida e tirá-lo de mim."
Agora que você é um adulto, talvez ainda sinta uma ponta de culpa quando recusa um convite para jantar para ler um bom livro. Ou talvez você goste de comer sozinho em restaurantes, podendo passar sem os olhares de pena dos outros clientes. Ou lhe dizem que você "fica muito na sua cabeça", uma frase muitas vezes utilizada contra os quietos e cerebrais.
É claro que há outro nome para pessoas assim: pensadores."
Trecho de "O Poder dos Quietos" de Susan Cain. http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/1069287-o-poder-dos-quietos.shtml
DONNA MI PRIEGA 88
se amor é troca
ou entrega louca
discutem os sábios
entre os pequenos
e os grandes lábios
no primeiro caso
onde começa o acaso
e onde acaba o propósito
se tudo o que fazemos
é menos que amor
mas ainda não é ódio?
a tese segunda
evapora em pergunta
que entrega é tão louca
que toda espera é pouca?
qual dos cinco mil sentidos
está livre de mal-entendidos?
Leminski
quarta-feira, abril 25, 2012
domingo, abril 22, 2012
Devorar-te
Meu corpo diz querer, minha cabeça diz já não saber.
Desejo a pele, desejo o gemido, desejo o gosto, desejo a dor
O amor está distante, já não cabe as ilusões, apenas o arder
O atrito, o odor e o ardor do corpo dela no meu,
Voracidade.
Devorar-te,
a língua torna-se instrumento,
sentir seus lábios num primeiro momento,
sua língua carece, anseia a minha.
Contorno sua boca, sua língua
Devagar, devagar
Logo, a sofreguidão
Tenho sede.
Aquela música, marca o ritmo.
Percorrer suas costas, quentes
minha boca, quente.
Vire-se,
seios; tenho sede, tenho fome,
tê-los em minhas mãos, vigorosamente sentir,
firmes, suaves. Minha boca parece pequena,
diante do latente desejo de devorar-lhes.
Um odor me atrai,
e lhe atrai o meu, fora de controle estou.
Quero deleitar-me do tesão que tornou-se palpável,
degustável.
Agora tenho seus gemidos,
causados por mim, por meu corpo
Sinto-me lisonjeada,
gosto de reger o ritmo dos seus gemidos.
Ardor, o perfume do seu sexo, do meu,
ritmo acelerado, quero seu gozo, e então...
tenho seu gozo.
segunda-feira, abril 16, 2012
Tu e eu
Somos diferentes, tu e eu.
Tens forma e graça
e a sabedoria de só saber crescer
até dar pé.
Eu não sei onde quero chegar
e só sirvo para uma coisa
- que não sei qual é!
És de outra pipa
e eu de um cripto.
Tu, lipa
Eu, calipto.
Tens forma e graça
e a sabedoria de só saber crescer
até dar pé.
Eu não sei onde quero chegar
e só sirvo para uma coisa
- que não sei qual é!
És de outra pipa
e eu de um cripto.
Tu, lipa
Eu, calipto.
Gostas de um som tempestade
roque lenha
muito heavy
Prefiro o barroco italiano
e dos alemães
o mais leve.
És vidrada no Lobo
eu sou mais albônico.
Tu, fão.
Eu, fônico.
roque lenha
muito heavy
Prefiro o barroco italiano
e dos alemães
o mais leve.
És vidrada no Lobo
eu sou mais albônico.
Tu, fão.
Eu, fônico.
És suculenta
e selvagem
como uma fruta do trópico
Eu já sequei
e me resignei
como um socialista utópico.
Tu não tens nada de mim
eu não tenho nada teu.
Tu, piniquim.
Eu, ropeu.
e selvagem
como uma fruta do trópico
Eu já sequei
e me resignei
como um socialista utópico.
Tu não tens nada de mim
eu não tenho nada teu.
Tu, piniquim.
Eu, ropeu.
Gostas daquelas festas
que começam mal e terminam pior.
Gosto de graves rituais
em que sou pertinente
e, ao mesmo tempo, o prior.
Tu és um corpo e eu um vulto,
és uma miss, eu um místico.
Tu, multo.
Eu, carístico.
que começam mal e terminam pior.
Gosto de graves rituais
em que sou pertinente
e, ao mesmo tempo, o prior.
Tu és um corpo e eu um vulto,
és uma miss, eu um místico.
Tu, multo.
Eu, carístico.
És colorida,
um pouco aérea,
e só pensas em ti.
Sou meio cinzento,
algo rasteiro,
e só penso em Pi.
Somos cada um de um pano
uma sã e o outro insano.
Tu, cano.
Eu, clidiano.
Dizes na caraum pouco aérea,
e só pensas em ti.
Sou meio cinzento,
algo rasteiro,
e só penso em Pi.
Somos cada um de um pano
uma sã e o outro insano.
Tu, cano.
Eu, clidiano.
o que te vem a cabeça
com coragem e ânimo.
Hesito entre duas palavras,
escolho uma terceira
e no fim digo o sinônimo.
Tu não temes o engano
enquanto eu cismo.
Tu, tano.
Eu, femismo.
Luis Fernando Veríssimo
domingo, abril 15, 2012
Não Me Ame Tanto
Não me ame tanto
Eu tenho algum problema com amor demais
Eu jogo tudo no lixo sempre
Não me ame tanto
Não posso suportar um amor que é mais do que
O que eu sinto por dentro
Penso
Desapego corretamente
Ou incorretamente
Um sentimento mesquinho
Que eu sinto por dentro
Tenso
Por isso não me ame
Não me ame tanto
Não me ame tanto
Eu tenho algum problema com amor demais
Eu jogo tudo no lixo sempre
Não me ame tanto
Não posso suportar um amor que é mais do que
O que eu sinto por dentro
Penso
Pego tudo
O meu e o seu amor
Faço um bolo de amor
E jogo fora
Ou como e gozo
Dentro
For YOU...
sábado, abril 14, 2012
sábado, março 17, 2012
Saga - Filipe Catto
Andei depressa para não rever meus passos
Por uma noite tão fugaz que eu nem senti
Tão lancinante, que ao olhar pra trás agora
Só me restam devaneios do que um dia eu vivi
Tão lancinante, que ao olhar pra trás agora
Só me restam devaneios do que um dia eu vivi
Se eu soubesse que o amor é coisa aguda
Que tão brutal percorre início, meio e fim
Destrincha a alma, corta fundo na espinha
Inebria a garganta, fere a quem quiser ferir
Que tão brutal percorre início, meio e fim
Destrincha a alma, corta fundo na espinha
Inebria a garganta, fere a quem quiser ferir
Enquanto andava, maldizendo a poesia
Eu contei a história minha pr´uma noite que rompeu
Virou do avesso, e ao chegar a luz do dia
Tropecei em mais um verso sobre o que o tempo esqueceu
Eu contei a história minha pr´uma noite que rompeu
Virou do avesso, e ao chegar a luz do dia
Tropecei em mais um verso sobre o que o tempo esqueceu
E nessa Saga venho com pedras e brasa
Venho com força, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer
Venho com força, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer
E era de gozo, uma mentira, uma bobagem
Senti meu peito, atingido, se inflamar
E fui gostando do sabor daquela coisa
Viciando em cada verso que o amor veio trovar
Senti meu peito, atingido, se inflamar
E fui gostando do sabor daquela coisa
Viciando em cada verso que o amor veio trovar
Mas, de repente, uma farpa meio intrusa
Veio cegar minha emoção de suspirar
Se eu soubesse que o amor é coisa assim
Não pegava, não bebia, não deixava embebedar
Veio cegar minha emoção de suspirar
Se eu soubesse que o amor é coisa assim
Não pegava, não bebia, não deixava embebedar
E agora andando, encharcado de estrelas
Eu cantei a noite inteira pro meu peito sossegar
Me fiz tão forte quanto o escuro do infinito
E tão frágil quanto o brilho da manhã que eu vi chegar
Eu cantei a noite inteira pro meu peito sossegar
Me fiz tão forte quanto o escuro do infinito
E tão frágil quanto o brilho da manhã que eu vi chegar
E nessa Saga venho com pedras e brasa
Venho sorrindo, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer
Venho sorrindo, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
terça-feira, janeiro 31, 2012
segunda-feira, janeiro 30, 2012
Explicação
O pensamento é triste; o amor, insuficiente;
e eu quero sempre mais do que vem nos milagres.
Deixo que a terra me sustente:
guardo o resto para mais tarde.
Deus não fala comigo - e eu sei que me conhece.
A antigos ventos dei as lágrimas que tinha.
A estrela sobe, a estrela desce...
- espero a minha própria vinda.
(Navego pela memória
sem margens.
Alguém conta a minha história
E alguém mata os personagens.)
Borboletas
Em meio a cobras de emoções,
Lindas asas observo,
Borboletas reparo!
Mas não voam como eu quero!
Não voa como o vento.
É finita, lenta.
E quinze já eu tenho!
Só a vejo, borboleta.
Que vai e volta,
Das outras se solta
Numa grande imensidão.
Do grande Deus presente,
Borboletas inocentes,
Que nem tão inocentes são...
Caroline Ferreira
terça-feira, janeiro 17, 2012
Canção Excêntrica
Ando à procura de espaço
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
protejo-me num abraço
e gero uma despedida.
Se volto sobre meu passo,
é distância perdida.
Meu coração, coisa de aço,
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
- saudosa do que não faço,
- do que faço, arrependida.
Cecília Meireles
sábado, janeiro 07, 2012
Chega do nada, deixando saudade
Chega do nada, deixando saudade
Arruma briga, prende a atenção
não me dá o sorriso
Mas me dá coragem
Faz bater mais meu coração!
Sinto seus olhares,
mesmo que superficiais
Envolvendo-me a milhares
De sensaçõs novas
E especiais.
Faz meu português
Virar língua estrangeira
Me faz o querer de vez
Ser sua linda,
Sua estrela.
Me faz querer ser mais eu contigo!
Caroline Ferreira
Arruma briga, prende a atenção
não me dá o sorriso
Mas me dá coragem
Faz bater mais meu coração!
Sinto seus olhares,
mesmo que superficiais
Envolvendo-me a milhares
De sensaçõs novas
E especiais.
Faz meu português
Virar língua estrangeira
Me faz o querer de vez
Ser sua linda,
Sua estrela.
Me faz querer ser mais eu contigo!
Caroline Ferreira
você teria ido sem mim
você teria ido sem mim
mesmo que eu não me atrasasse
você teria dito tudo aquilo
mesmo que eu não te ofendesse
você teria me deixado
mesmo que eu não propusesse
você faz tudo o que quer
mas sou eu que deixo tudo preparado.
Martha Medeiros
Poesia Reunida
mesmo que eu não me atrasasse
você teria dito tudo aquilo
mesmo que eu não te ofendesse
você teria me deixado
mesmo que eu não propusesse
você faz tudo o que quer
mas sou eu que deixo tudo preparado.
Martha Medeiros
Poesia Reunida
(...)Eu fui amante inconstante
Que se traiu a si mesmo.
Não sinto o espaço que encerro
Nem as linhas que protejo:
Se me olho a um espelho, erro -
Não me acho no que projeto.
Regresso dentro de mim
Mas nada me fala, nada!
Tenho a alma amortalhada,
Sequinha, dentro de mim."
sexta-feira, janeiro 06, 2012
Do livro 'Esse amor de todos nós
"Oh, eu o amei demais para não lhe ter ódio."
- Jean Racine
(1639-1980)
Aos 66 anos, você sabe tudo sobre o amor e o amor não é paixão. A paixão é exigente, ciumenta e tem altos e baixos. O amor é constante,"
- Jeane Moreau, em Sixty Minutes, talk-show da CBS.
No amor há duas coisas - corpos e palavras."
- Joyce Carol Oates
(1939)
Apaixonar-se é criar uma religião cujo deus é falível."
- Jorge Luis Borges. Também atribuído a Paul Valéry.
Tínhamos muito em comum, eu o amava e ele se amava."
- Shelley Winters - Bittersweet, de Susan Stranberg, 1980.
Do livro 'Esse amor de todos nós
- Jean Racine
(1639-1980)
Aos 66 anos, você sabe tudo sobre o amor e o amor não é paixão. A paixão é exigente, ciumenta e tem altos e baixos. O amor é constante,"
- Jeane Moreau, em Sixty Minutes, talk-show da CBS.
No amor há duas coisas - corpos e palavras."
- Joyce Carol Oates
(1939)
Apaixonar-se é criar uma religião cujo deus é falível."
- Jorge Luis Borges. Também atribuído a Paul Valéry.
Tínhamos muito em comum, eu o amava e ele se amava."
- Shelley Winters - Bittersweet, de Susan Stranberg, 1980.
Do livro 'Esse amor de todos nós
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