Lá no mundo das ideias,
ela parece próxima
Lá no mundo das ideias,
Platão me diz: isso dá prosa! [Cadê a rima? rs]
Lá no mundo das ideias,
o distante é mais bonito,
o mundo? não é aflito
Lá no mundo das ideias,
eu sinto o perfume dela. (de perto)
Lá no mundo...das ideias,
eu a beijo, e como num lampejo,
ela enfim, realiza seu desejo (sinto a respiração ofegante)
Mas este, é apenas o meu desejo,
o mundo das ideias, e Platão,
não são tangíveis.
Assim como a moça,
de modos, nada plausíveis.
Só não se perca ao entrar, no meu infinito particular. Em alguns instantes, sou pequenina e também gigante ♭♪
quinta-feira, maio 09, 2013
segunda-feira, maio 06, 2013
O Medo
Em verdade temos medo.
Nascemos escuro.
As existências são poucas:
Carteiro, ditador, soldado.
Nosso destino, incompleto.
E fomos educados para o medo.
Cheiramos flores de medo.
Vestimos panos de medo.
De medo, vermelhos rios
vadeamos.
Somos apenas uns homens
e a natureza traiu-nos.
Há as árvores, as fábricas,
Doenças galopantes, fomes.
Refugiamo-nos no amor,
este célebre sentimento,
e o amor faltou: chovia,
ventava, fazia frio em São Paulo.
Fazia frio em São Paulo...
Nevava.
O medo, com sua capa,
nos dissimula e nos berça.
Fiquei com medo de ti,
meu companheiro moreno,
De nós, de vós: e de tudo.
Estou com medo da honra.
Assim nos criam burgueses,
Nosso caminho: traçado.
Por que morrer em conjunto?
E se todos nós vivêssemos?
Vem, harmonia do medo,
vem, ó terror das estradas,
susto na noite, receio
de águas poluídas. Muletas
do homem só.
Ajudai-nos,Em verdade temos medo.
Nascemos escuro.
As existências são poucas:
Carteiro, ditador, soldado.
Nosso destino, incompleto.
E fomos educados para o medo.
Cheiramos flores de medo.
Vestimos panos de medo.
De medo, vermelhos rios
vadeamos.
Somos apenas uns homens
e a natureza traiu-nos.
Há as árvores, as fábricas,
Doenças galopantes, fomes.
Refugiamo-nos no amor,
este célebre sentimento,
e o amor faltou: chovia,
ventava, fazia frio em São Paulo.
Fazia frio em São Paulo...
Nevava.
O medo, com sua capa,
nos dissimula e nos berça.
Fiquei com medo de ti,
meu companheiro moreno,
De nós, de vós: e de tudo.
Estou com medo da honra.
Assim nos criam burgueses,
Nosso caminho: traçado.
Por que morrer em conjunto?
E se todos nós vivêssemos?
Vem, harmonia do medo,
vem, ó terror das estradas,
susto na noite, receio
de águas poluídas. Muletas
lentos poderes do láudano.
Até a canção medrosa
se parte, se transe e cala-se.
Faremos casas de medo,
duros tijolos de medo,
medrosos caules, repuxos,
ruas só de medo e calma.
E com asas de prudência,
com resplendores covardes,
atingiremos o cimo
de nossa cauta subida.
O medo, com sua física,
tanto produz: carcereiros,
edifícios, escritores,
este poema; outras vidas.
Tenhamos o maior pavor,
Os mais velhos compreendem.
O medo cristalizou-os.
Estátuas sábias, adeus.
Adeus: vamos para a frente,
recuando de olhos acesos.
Nossos filhos tão felizes...
Fiéis herdeiros do medo,
eles povoam a cidade.
Depois da cidade, o mundo.
Depois do mundo, as estrelas,
dançando o baile do medo.
Carlos Drummond de Andrade
(A Rosa do Povo, 1945)
domingo, maio 05, 2013
domingo, março 24, 2013
sexta-feira, março 22, 2013
"Toda paixão envolve o triunfo da esperança sobre o autoconhecimento.
Nós nos apaixonamos esperando não encontrar no outro o que sabemos estar
em nós mesmos - toda a covardia, fraqueza, preguiça, desonestidade,
comprometimento e estupidez bruta. Jogamos um laço de amor sobre o
escolhido, e decidimos que tudo o que cair dentro de algum modo estará
livre de nossos defeitos e, portanto, digno de ser amado. Localizamos no
outro uma perfeição que nos ilude dentro de nós mesmos, e por meio da
união com o amado esperamos de alguma forma manter (contra evidências de
todo o autoconhecimento) uma fé precária na espécie."
Alain de Botton - Ensaios de Amor
Alain de Botton - Ensaios de Amor
sábado, fevereiro 23, 2013
POEMA DE AMOR
Este é um poema de amor
por isso nele
não poderá faltar
a menção a alguma
flor
e por isso digo
rosa
ou lírio
ou simplesmente
rubro,
rubro
e espero as páginas
imantarem-se
de vermelho
por isso digo
febre
e noite
e fumo
para dizer
ansiedade e
desperdício de sêmen e de horas
e cigarros à janela
acesos como estrelas
com a noite numa ponta
e nós
consumindo-nos
na outra
este é
definitivamente
um poema de amor
por isso nele
devo dizer casa
e olhos
e neblina
e não devo dizer
que o amor é uma doença
uma doença do pensamento
uma desordem que põe tudo o mais
em desordem
uma perda que põe tudo
a perder
e porque é
um poema de amor
sob pena de ser devolvido
como uma carta sem destinatário
(e todos sabem que não se deve
brincar com os correios)
este poema deve dirigir-se
a alguém
porque a alguém o amor deve ferir
com sua pata negra
e então
à falta de outro
este poema
eu o dedico (mas não tema,
o tempo
também nisso
porá termo)
a você.
Ana Martins Marques
Este é um poema de amor
por isso nele
não poderá faltar
a menção a alguma
flor
e por isso digo
rosa
ou lírio
ou simplesmente
rubro,
rubro
e espero as páginas
imantarem-se
de vermelho
por isso digo
febre
e noite
e fumo
para dizer
ansiedade e
desperdício de sêmen e de horas
e cigarros à janela
acesos como estrelas
com a noite numa ponta
e nós
consumindo-nos
na outra
este é
definitivamente
um poema de amor
por isso nele
devo dizer casa
e olhos
e neblina
e não devo dizer
que o amor é uma doença
uma doença do pensamento
uma desordem que põe tudo o mais
em desordem
uma perda que põe tudo
a perder
e porque é
um poema de amor
sob pena de ser devolvido
como uma carta sem destinatário
(e todos sabem que não se deve
brincar com os correios)
este poema deve dirigir-se
a alguém
porque a alguém o amor deve ferir
com sua pata negra
e então
à falta de outro
este poema
eu o dedico (mas não tema,
o tempo
também nisso
porá termo)
a você.
Ana Martins Marques
sexta-feira, janeiro 25, 2013
terça-feira, outubro 16, 2012
RUMO AO SUMO
Disfarça, tem gente olhando,
Uns, olham pro alto,
cometas, luas, galáxias.
Outros, olham de banda,
lunetas, luares, sintaxes.
De frente ou de lado,
sempre tem gente olhando,
olhando ou sendo olhado.
Outros olham para baixo,
procurando algum vestígio
do tempo que a gente acha,
em busca do espaço perdido.
Raros olham para dentro,
já que dentro não tem nada.
Apenas um peso imenso,
a alma, esse conto de fada.
Leminski.
quinta-feira, agosto 23, 2012
Estupor
esse súbito não ter
esse estúpido querer
que me leva a duvidar
quando eu devia crer
esse sentir-se cair
quando não existe lugar
aonde se possa ir
esse pegar ou largar
essa poesia vulgar
que não me deixa mentir
Paulo Leminski
terça-feira, junho 12, 2012
Nós saberemos
Um espaço, e mesmo nos melhores momentos
E nos melhores tempos
Nós saberemos
Nós saberemos mais que nunca
Há um lugar no coração que nunca será preenchido
E nós iremos esperar e esperar
Nesse lugar."
Bukowski
Depois dessa, um drink pufavô! rs
Durante um tempo fiquei numa casa
"Nunca me senti só. Durante um tempo fiquei numa casa, deprimido (...), mas nunca pensei que uma pessoa podia entrar na casa e curar-me. Nem várias pessoas. A solidão não é coisa que me incomoda porque sempre tive esse terrível desejo de estar só."
Charles Bukowski
sábado, junho 09, 2012
A IDADE DO CÉU - MOSKA
Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu...
Não somos
O que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu...
Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu...
sexta-feira, maio 25, 2012
Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico
mudo quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás
do outro quando melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto
e sofro antes, durante e depois de te encontrar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais
difícil de lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais
fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu
sumiço é covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico,
sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco
e sapiência, pareço desinteressado, mas sumi
para estar para sempre do seu lado, a saudade fará mais
por nós dois que nosso amor e sua desajeitada e irrefletida permanência.
Martha Medeiros
mudo quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás
do outro quando melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto
e sofro antes, durante e depois de te encontrar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais
difícil de lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais
fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu
sumiço é covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico,
sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco
e sapiência, pareço desinteressado, mas sumi
para estar para sempre do seu lado, a saudade fará mais
por nós dois que nosso amor e sua desajeitada e irrefletida permanência.
Martha Medeiros
é como uma bêbada que atravesso os dias
é como uma bêbada que atravesso os dias
por intuição do caminho
as reações que em outros são previsíveis
a mim acontecem de inopino
não me pertenço
a verdade em mim são os detalhes da mentira
meus pormenores, ácidos
o que não lateja me entorpece
consumir-se é vício
legalizem-me já
Martha Medeiros
segunda-feira, maio 21, 2012
Em 6/01/2010 - Fragmentos de um discurso....
(...)Então lá vai...
Também sou romântica, de uma forma mais..., conhece Álvares
de Azevedo?, ele é da época do romantismo, ultra romantismo eu diria... e eu
AMAVA ele, quando eu tinha meus 17, 18 anos... acreditava piamente que, existia a mulher intocável, perfeita, e que o
amor era incrível e que eu morreria por alguém. Passou, hoje prefiro Drummond,
realidade, o amor é bonito, mas não é perfeito. Sou uma romântica desacreditada
em alguns momentos.
Não gosto de mentir, omitir às vezes... coisas
desnecessárias, sem relevância pra mim é uma coisa que eu faço às vezes. Mas
mentir, não.
Também olhava as nuvens, quando eu tinha mais tempo livre,
menos problemas... e gostava de olhar as estrelas também, com revistas, que
mostravam as constelações, e tentava encontrá-las, minha mãe achava que eu
tinha algum tipo de problema. Por olhar tanto pro céu.
Eu tinha um diário, aliás....dois.
Tive agorafobia, fiz terapia
Gosto de sentir saudade, tenho que sentir saudade
Sou careta, com crises de loucura
Sou calma com crises de desespero
Gosto de observar minha gata... me acalma
Queria levar você na minha casa
Queria levar você na escola que eu jogo às vezes, só pra me
exibir.
Me achava super inteligente e bem informada, mas agora, só
acho isso dentro dos limites de Caucaia.
Adoro soltar Pérolas, leio as coisas pela metade e acho que
já sei de tudo.
Gosto da Hebe
Gosto de desenhos animados da minha infância.
Queria voltar a ser criança, sabendo tudo que eu sei hoje
Gosto de decoração
Gosto, amo azul
Tenho dificuldade de me relacionar por muito tempo com as
pessoas
Enjoo de pessoas
Gosto do meu espaço
Não penso em sair de casa até poder me sustentar sozinha, e
poder estudar ao mesmo tempo. Prefiro pagar faculdade, do que aluguel.
Tenho imensa dificuldade pra dormir fora de casa, e com
alguém ao lado.
Não gosto de me expor
Não gosto de Rosa
Gosto de Jiló
Gosto de Cuscuz
Gosto de cachorro quente
Amo minha mãe
Amo meus sobrinhos, troquei as fraldas dos dois.
Penso demais
Tinha um melhor amigo, e ele me faz muita falta. Não tenho
com quem dividir minhas alegrias e minhas tristezas, não da forma como era com
ele. Não tenho pra quem ligar de madrugada. Choro às vezes por isso. Vai fazer
1 ano que brigamos.
Nunca mais quero perder a vontade de viver. A pior sensação
da minha vida. E tenho muito orgulho, por ter superado sozinha(...)
Tenho medo de perder o controle
Gosto de pessoas que me fazem querer ser melhor
Você me faz querer ser melhor
Quando meu primeiro PC, que era usado e estava caindo aos
pedaços pifou. Fique mega triste.
Minha mãe comprou um novo depois de um mês, em 18 prestações,
pra me deixar feliz.
E eu fiquei feliz
Com o primeiro salário, do meu primeiro emprego oficial, e o
dinheiro da venda do antigo. Comprei o meu PC atual. Adoro ele.
Gosto de andar de meias pela casa.
Quis ser veterinária, publicitária, jogadora de handebol,
mas aos 15, tinha certeza que queria um dia ser professora.
Quis ser escritora, não por ter talento, mas por admirar o
trabalho.
Dos 12 aos 15... sofria muito, não gostava de ir a escola,
era tímida, insegura, as crianças pegavam no meu pé
Fico feliz por não me sentir assim, me acho segura na
maioria do tempo
(...)
Queria ser alta
Queria ter olhos verdes, meu pai e meu irmão tem, grande
frustração da minha vida(a loka)
Gosto de churrasco, gosto de ajudar meu pai no churrasco, eu
sou a favorita do meu pai. Mas ele não conversa muito comigo.
Gosto de cozinhar.
Gosto de futebol, handebol, basquete. De jogar inclusive.
Tenho que arrumar outro emprego
Não Gosto de mentira
Omito coisas desnecessárias, irrelevantes. Isso não é
mentir.
Não gosto de correr. Por correr...
Sou bem humorada, mas um humor calmo, clássico.
Acordo de bom humor
Prefiro fazer sexo de manhã. Acordo muito animada.
Quero viajar, um dia
Não gosto de calor
Acho que as pessoas podem ser inteligentes de várias formas.
Meu pai não completou a 4ª série, mas faz coisas que eu nem sonho em fazer.
Conheci um cara, que não gostava de estudar não estava nem
aí pra escola, não falava bonitinho. Mas sabia da vida como ninguém.
Gosto de música.
Gosto de Pêra
Tenho medo de sofrer, por você.
Não digo que amo alguém desde..que terminei com meu namorado
há 3 anos. Tenho dificuldade com essa frase.
Você me fez querer dizer novamente.
sábado, maio 19, 2012
Assinar:
Postagens (Atom)

